segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Non, Je ne regrette rien...

Ainda bem que a vida muda. Ainda bem que o mundo gira. Ainda bem que, a cada dia que passa, eu aprendo a aceitar o diferente. Digo, diferente para mim, pq pra outro pode ser igual. E nao seria justamente essa a mágica da vida? Tudo muda de acordo com o ângulo em que se é visto. Incrível! Talvez, por isso, eu goste tanto de fotografia: tudo depende da lente, do ângulo, da rapidez do desparo...

Mas talvez o destino que escolhi seja o “não pertencer”. Não pertenço a lugar algum, nem lugar algum me pertence. Sou solta no mundo, como um pássaro. Não me prenda na gaiola, pois vou morrer se perder a capacidade de ser o que mais me faz feliz: LIVRE!

Já morri algumas vezes, pensando pertencer a alguém. Morri pra mim e vivi pro outro. Vida sem graça. Vida sem vida... Quando me libertei da gaiola, me enchi novamente, respirei e senti todo o gosto da liberdade. Percebi, então, que não poderia jamais ir embora e me deixar pra trás, me esquecer de quem sou.

Posso extrapolar, às vezes, mas acho que tudo se deve a essa ânsia que tenho de viver. Viver de verdade, pular, brincar, experimentar. Eu quero um dia diferente do outro, com novas expectativas e objetivos.

Já tentei me enquadrar. Já tentaram me enquadrar, por vezes. Meu sotaque me faz diferente, aqui, ali, ao norte, ao sul. Isso me incomodou um dia, mas não mais. Não vou ser igual a nada em que não acredite. Eu sou igual a mim mesma.

Eu quero amar. Porque o amor me faz sentir viva. Mas não um amor que me aprisione. Eu quero um amor que me dê asas pra voar, mesmo que esse vôo me leve pra longe. Que ele entenda que um passarinho sempre volta pro seu ninho. Quero ter aquele calor do início, se possível, a vida inteira. Quero sentir frio na barriga ao encontrar, quero sentir dor ao partir. Só assim pra valer a pena! Se não for possível pra mim, prefiro ter minha vida por inteiro e jamais repartí-la com alguém.


foto e texto: Clarissa Magalhaes

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Retrospectiva 2007

Se esse ano tivesse um titulo na minha vida, esse seria NOMADE. Em 2007 morei em 4 cidades e em 3 paises diferentes. Se foi divertido? Em algumas horas sim, outras nem tanto. Perdi mtas coisas pelo caminho e não foram so as minhas calcinhas. Por vezes perdi o amor proprio, perdi o amor alheio, perdi o amor ao dinheiro, perdi o amor ao trabalho (esse acho q nunca tive!).

Comecei o ano na maior boite de Toronto, a The Guvernment, famosa pela máfia chinesa sempre presente, vendendo pastilhas coloridas e afins. Estava eu com um casal de amigos q so brigava (se casaram anteontem, by the way) e meu ex-namorado q implicava com o meu decote. Noite feliz, heim? Talvez isso tenha atrapalhado o meu ano, talvez não.
Comecei o ano como a Amélia-chifruda-feliz q, como toda chifruda-feliz e a ultima a saber. Mas parece q tudo na vida tem uma causa e uma conseqüência q sao como a terceira lei de Newton: Para toda força aplicada, existe outra de mesma proporcao, mesma direção e sentido oposto. Entao ja da pra imaginar o q aconteceu depois da descoberta dos 3 anos de galhos. Mas ja era tarde, nao dava pra revidar, tinha terminado ha 1 mes. Fui entao como uma linda alce para Barcelona, mas era Maio, nao Dezembro.

Achei q todos os homens haviam de pagar por causa de um que me fizera sofrer. Passei a nao acreditar mais em long-lasting relationships, mas em one-night-stands, dessa forma era impossivel sofrer, pensava eu. Mentira! A quem queria enganar? Foi so cair nos bracos de um lindo sueco para toda essa teoria ridicula cair por terra. Mas enfim, o sueco nao queria nada com uma chica q morava do outro lado do mundo. E toma, toma, toma na cara, chibata na lora. Mas, a vida continua, e essas nao poderiam ser as unicas decepcoes amorosas de um ano inteiro, isso seria mto monotono para a nossa heroina, e claro. Entao ela descobre, atraves desse maravilhoso veiculo de comunicacao, chamado orkut, q seu ex, apos somente 3 meses de termino, ja estaria namorando outra. Cool, eh?
Desembarquei entao no Brasil, apos 3 meses de mto sol e topless na Europa, chato, ne? Mas acho q ninguem devia ter inveja, pois nao foram tao felizes os meus dias, nem la, nem aki. Acho que, na verdade, qd me vi sozinha, nao soube o q fazer, acho q havia perdido um pouco da minha essencia namorando. Fazer o q? Aprender a viver de novo, a enfrentar meus obstaculos sem medo, sem esse medo ridiculo q venho sentindo de nao ser capaz. Por causa dele me apego a coisas e pessoas q sei q nao sao para mim.


Tenho medo de enfrentar um homem a minha altura, digo, com a mesma capacidade intelectual, sempre fujo deles. Mas, infelizmente, sei q so irei evoluir emocionalmente qd aceitar esse tipo de envolvimento. Dai la vou eu, sem lenco, nem documento, engatinhando para 2008, esperando q seja um ano menos sofrido e de mais conquistas do q foi 2007. Termino o ano assim: feliz pelo desapego, mas sozinha, ainda nomade e sem previsao de deixar de ser, afinal foi essa a vida q escolhi: Nao quero feijao com arroz, mas sim caviar e champagne!
fotos e texto: Clarissa Magalhaes