
A bebida deu o tom. Como sempre! Naquele momento, tudo o que queria era mais. Nao suportava ser rejeitada. Mas ja beirava a loucura e todos a sua volta percebiam isso, o que nao era nada agradavel, mas ela nao ligava. Naquele momento defendia a sua presa com unhas e dentes. Perdera o compasso, nao tinha mais nocao de tempo. Um dialogo simples, se tornara algo assustador, pois nao conseguia se concentrar para responder. Seu cerebro havia travado. Que vexame! Alguns tentaram ajudar, mas nao tinham forca suficiente para nao deixar que ela se afundasse em seu proprio orgulho. Defendia a idealizacao da situacao ate o fim, sem peceber que era a presa, ao inves da predadora, como pensara de inicio. Pensava ter poder, mas viu-se fraca diante de uma situacao que fugiu de seu controle. Mas era sempre assim: ela era dominada pela rejeicao, essa era sua mola propulsora. Ela gostava da infelicidade de seu ser. Mas a descoberta disso a fez perceber que tudo deveria ter um fim. Morte aos predadores!
foto e texto:Clarissa Magalhaes